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Prevenção e Enfrentamento ao Racismo e à Xenofobia | EMEF Capistrano de Abreu

Compromisso institucional permanente

Prevenção e enfrentamentoao racismo e à xenofobia

A EMEF Capistrano de Abreu assume como responsabilidade coletiva prevenir, reconhecer, acolher, registrar, encaminhar e acompanhar toda situação de racismo ou xenofobia no ambiente escolar.

Acolhimento imediatoescuta respeitosa, reservada e sem julgamento
Registro qualificadodocumentação objetiva, detalhada e sigilosa
Ação permanenteeducação antirracista durante todo o ano
Responsabilidade coletivatoda a comunidade escolar participa

Princípios orientadores

Racismo e xenofobia não são brincadeira

Essas violências não podem ser minimizadas como conflitos comuns, apelidos, piadas ou situações isoladas. A escola deve agir com seriedade, cuidado e responsabilidade.

Escuta protegida

A vítima deve ser ouvida em ambiente reservado, sem exposição indevida e sem questionamentos que coloquem seu relato em dúvida.

Responsabilidade institucional

Cabe à escola organizar os encaminhamentos, os registros, o acompanhamento e as ações pedagógicas necessárias.

Valorização da diversidade

Histórias e culturas africanas, afro-brasileiras, indígenas, migrantes e de diferentes grupos devem integrar o cotidiano escolar.

Acompanhamento contínuo

A escola monitora os desdobramentos, avalia os resultados e redimensiona as ações quando necessário.

A vítima não é responsável por elaborar a resposta da escola

A construção do Plano de Ação, a definição de medidas e o acompanhamento dos casos são responsabilidades da equipe gestora, da equipe de acolhimento e do coletivo de servidores.

Fluxo interno de atendimento

O que acontece quando há relato ou identificação de uma ocorrência

O atendimento deve começar imediatamente e seguir etapas documentadas, com prazos, responsáveis e preservação do sigilo.

Recebimento do relato

Qualquer servidor que presencie ou receba a informação comunica a gestão escolar.

Imediato

Acolhimento da vítima

Escuta em local reservado, com respeito, proteção da identidade e orientação sobre as providências.

Imediato

Registro inicial

São registrados data, local, relato, pessoas envolvidas, testemunhas e providências adotadas.

No mesmo dia

Comunicação à família

Quando a vítima é estudante menor de idade, os responsáveis são comunicados com brevidade.

No mesmo dia

Escuta da pessoa apontada

A manifestação é registrada sem acareação e sem julgamento sumário.

Até 2 dias úteis

Definição dos encaminhamentos

A equipe define medidas pedagógicas, administrativas e apoios externos quando necessários.

Até 5 dias úteis

Plano específico do caso

São organizadas ações, responsáveis, prazos, formas de acompanhamento e avaliação.

Até 5 dias úteis

Execução e monitoramento

A equipe acompanha os envolvidos e verifica se houve mudança de conduta e proteção da vítima.

Quinzenal ou mensal

Avaliação e redimensionamento

O caso pode ser encerrado ou receber novas ações, conforme os resultados observados.

Após acompanhamento

Prevenção durante todo o ano

A educação antirracista não se limita a datas comemorativas

A temática deve aparecer no PPP, nos planejamentos, nos projetos, nas reuniões pedagógicas, nos espaços comuns e nas relações cotidianas.

Planejamentos docentes antirracistas
Rodas de conversa sobre convivência e respeito
Leitura de autores negros, indígenas e migrantes
Campanhas, murais, podcasts e vídeos
Projetos de identidade, memória e território
Orientação nos pátios, filas e espaços comuns
Formação contínua de todos os profissionais
Participação do Grêmio e representantes de turma
Reuniões e encontros formativos com famílias

Participação da comunidade

O plano envolve todos os segmentos da escola

Estudantes

Participam de rodas, produções, campanhas, contratos de convivência e ações de protagonismo.

Profissionais

Recebem formação para identificar, acolher, registrar, orientar e encaminhar situações.

Famílias

São orientadas sobre convivência, responsabilidade, canais de acolhimento e acompanhamento.

Instâncias coletivas

Conselho de Escola, APM, Grêmio e Comissão de Mediação acompanham e fortalecem as ações.

Cronograma anual

Um compromisso retomado mês a mês

FevereiroApresentação do protocolo, constituição da equipe de acolhimento e inserção da temática no planejamento.
MarçoAções sobre o combate à discriminação racial e orientação às famílias.
AbrilHistória, culturas, direitos e enfrentamento a estereótipos sobre povos indígenas.
MaioPopulação negra, pós-abolição, desigualdades e racismo estrutural.
JunhoAvaliação das ações e formação com profissionais do quadro de apoio.
JulhoRevisão de planejamentos e materiais pedagógicos.
AgostoFormação sobre xenofobia, migrações e acolhimento de estudantes migrantes.
SetembroProjeto interdisciplinar sobre identidade, memória, pertencimento e território.
OutubroEstudo de casos e retomada dos fluxos de acolhimento e registro.
NovembroIntensificação das ações da educação antirracista, sem restringi-las ao mês.
DezembroAvaliação final, sistematização dos dados e propostas para o ano seguinte.

Rede de apoio e encaminhamentos

Quando necessário, a escola aciona outras instâncias

A natureza da ocorrência, a autoria, a recorrência e as necessidades dos envolvidos orientam os encaminhamentos para a rede de proteção e apoio.

Supervisão Escolar e DREApoiam os casos que exigem medidas administrativas ou acompanhamento institucional.
Comitê AntirracistaApoia, acompanha, mapeia situações e propõe ações formativas.
NAAPAPode contribuir em situações que demandem apoio especializado e articulação da rede.
CEFAIIntegra a rede de apoio quando houver necessidades específicas relacionadas à inclusão.

Não basta não praticar o racismo. É preciso agir contra ele.

A escola reafirma seu compromisso com a dignidade, a equidade, a diversidade e o direito de todas as pessoas aprenderem e conviverem sem violência ou discriminação.

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