Poesia, voz, escuta e território
Sarau e Slam
Quando a palavra sai do papel, ganha corpo, ritmo, memória e coragem. Na Capistrano, poesia também é presença, diálogo e direito de dizer o mundo.
A palavra como experiência
Escrever para compreender. Falar para existir.
O projeto transforma leitura e escrita em acontecimentos públicos. Os estudantes produzem, ensaiam, apresentam, escutam e respondem às vozes do grupo.
Autoria
Criar poemas, relatos, canções e textos que expressem experiências e posições próprias.
Escuta
Acompanhar outras narrativas com atenção, respeito e abertura para diferentes perspectivas.
Performance
Trabalhar voz, ritmo, pausa, gesto, presença, emoção e relação com o público.
Comunidade
Fazer da escola um lugar de encontro entre histórias, gerações, culturas e territórios.
Dois formatos, muitas possibilidades
Sarau e Slam não são a mesma coisa — e se fortalecem juntos
Sarau: celebração artística compartilhada
Reúne poesia, música, leitura, canto, dança, teatro e outras formas de expressão. Não depende de competição. Seu centro é o encontro entre artistas, obras e público. Na Capistrano, o Sarau da EJA acontece desde 2022 e vem ampliando o envolvimento dos estudantes.
Slam: poesia falada com força pública
É uma prática de poesia oral autoral que pode assumir formato competitivo. Mais do que vencer, importa ocupar a palavra, comunicar experiências e provocar reflexão sobre identidade, racismo, desigualdade, direitos, afetos e vida cotidiana.
Nem toda voz chega à escola com o mesmo espaço para ser ouvida. O Sarau e o Slam ajudam a transformar silêncio em palavra, palavra em presença e presença em participação.
Projeto em ação
Da primeira ideia ao encontro com o público
O trabalho pode começar com uma memória, uma música, uma notícia, uma injustiça observada, uma palavra ou uma experiência vivida.
Princípios de um Slam escolar
Competição sem apagar a dimensão educativa
Quando há batalha de poesia, as regras ajudam a garantir autoria, respeito, participação e igualdade de condições.
Texto autoral
Cada participante apresenta uma criação própria, reconhecendo a autoria como parte central do processo.
Poesia falada
A voz e o corpo conduzem a apresentação, sem transformar recursos externos no centro da performance.
Tempo combinado
Todos conhecem previamente o limite de duração e recebem condições equivalentes para se apresentar.
Respeito às pessoas
A crítica social é bem-vinda; ataques pessoais, humilhação e discriminação não são aceitos.
Júri e critérios claros
Quando houver avaliação, os critérios devem ser conhecidos e o júri pode ser composto pelo próprio público.
Aplauso para todas as vozes
A experiência termina com reconhecimento coletivo: subir ao palco já é uma forma de conquista.
Projetos conectados
A palavra atravessa toda a escola
Sarau e Slam dialogam com leitura, música, teatro, pesquisa, participação estudantil e produção cultural.
Referências e aprofundamento
Poesia oral no currículo e na vida da escola
A proposta está alinhada às orientações da SME-SP para leitura, produção textual, oralidade, repertório cultural e reflexão crítica.
Os poetas estão na vez e na voz.
Cada texto apresentado amplia o repertório da escola e lembra que ninguém deve precisar pedir licença para existir por meio da palavra.